29.03.2021

Estou com suspeita de COVID, posso ir ao dentista?

A suspeita de sintomas da COVID-19 pode impedir o atendimento odontológico. Saiba porque e o que fazer nesse caso!
A suspeita de sintomas da COVID-19 pode impedir o atendimento odontológico. Saiba porque e o que fazer nesse caso!

Quando se trata do novo coronavírus, todo o cuidado é pouco para evitar a proliferação e a contaminação da doença. Por esse motivo, ao sentir qualquer sinal de dores no corpo, mal estar e dificuldade ao respirar é importante cumprir todas medidas necessárias, já que esses são alguns dos principais sintomas da doença. Mas o que fazer quando se está com suspeita de COVID e precisa ir ao dentista? Para esclarecer essa dúvida, nós conversamos com a dentista Uila Ramos que explicou como agir nessa situação e os cuidados necessários com a saúde bucal durante a pandemia.

Antes de tudo, entenda os sintomas da COVID-19

Embora seja uma doença que pode se manifestar de forma assintomática, a COVID-19 também pode apresentar sinais brandos ou mais graves, podendo até mesmo evoluir para um síndrome respiratória aguda. “Os sintomas mais comuns são febre maior que 37,8ºC, tosse, falta de ar, dor muscular, fadiga e diarreia”, afirma a profissional. Além destes, é preciso estar atento aos sintomas que costumam anteceder a manifestação do novo coronavírus. “A perda de olfato e paladar que tende a ser repentina e severa e alterações no estado mental são alguns entre eles”, alerta.

As visitas ao consultório odontológico podem ser mantidas quando não há suspeita de COVID-19 

As visitas ao dentista são fundamentais para manter a saúde bucal em dia. Por isso, a qualquer sinal de incômodo, dor ou sensibilidade dentária, o ideal é consultar um profissional qualificado mesmo durante a pandemia para garantir uma avaliação do quadro e, assim, prevenir o surgimento de problemas mais sérios. Para as consultas sejam feitas com segurança, o paciente deve seguir todas as medidas preventivas recomendadas pela OMS. Higienizar as mãos antes e depois da consulta, por exemplo, é uma das mais importantes. Além disso, é necessário evitar acompanhantes na sala de espera do consultório, manter uma distância segura durante a consulta e utilizar a máscara sempre - com exceção do momento em que a avaliação do dentista estiver sendo feita. 

Um paciente com suspeita de COVID-19 pode ir ao dentista?

Não. Justamente por se tratar de uma doença facilmente transmissível, um paciente que apresenta suspeita ou confirmação para COVID-19 não deve comparecer ao consultório e, se possível, deve postergar o tratamento. “O atendimento odontológico utiliza terminais de alta rotação (a “caneta” do dentista), aparelho de ultrassom e outros equipamentos que produzem aerossol que, por sua vez, se dispersa no ambiente, o que pode contaminá-lo. Por isso, reforça-se a necessidade de adiar o tratamento de pacientes com suspeita de coronavírus para evitar o risco de contaminação”, ressalta a Dra. Uila. 

Além disso, é necessário ressaltar que o paciente com suspeita ou sintomas da COVID-19 deve cumprir o isolamento total por 14 dias - que é, em média, o tempo que o vírus leva para deixar de ser detectado no teste de RT-PCR. Ao tomar as precauções apropriadas, é possível proteger outras pessoas ao seu redor e evitar a disseminação do vírus.

6 medidas para prevenir o contágio da COVID-19 durante o atendimento odontológico

1) Realizar frequentemente a lavagem das mãos e o uso de álcool em gel;

2) Antes e após a utilização de máscaras, é fundamental que o profissional realize a higiene das mãos com água e sabonete líquido ou álcool 70%;

3) Promover a sucção constante da saliva durante o atendimento e, se possível, trabalhar a quatro mãos com a presença de auxiliar ou técnico de saúde bucal devidamente paramentado;

4) Usar enxaguatório bucal pré-operatório. Nesse caso, recomenda-se o uso de agentes de oxidação a 1%, como o peróxido de hidrogênio, ou povidona a 0,2%, com o objetivo de reduzir carga viral presente na saliva;

5) Em casos em que o isolamento absoluto não for possível, são recomendados dispositivos manuais, como curetas de dentina na remoção de cáries, a fim de minimizar geração de aerossol;

6) Fazer a esterilização em autoclave de todos os instrumentais considerados críticos, inclusive as canetas de alta e baixa rotação.

Este artigo contou com a participação de:
Uila Ramos da Silva - Cirurgiã-Dentista formada pela Universidade Federal de Pernambuco, Ortodontista formada pela Faculdade de Odontologia do Recife
CRO-PE: 10.380


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