13.04.2021

Quanto tempo depois de ter COVID-19 posso ir ao dentista?

Veja quando retomar o atendimento com o seu dentista depois de contrair o novo coronavírus
Veja quando retomar o atendimento com o seu dentista depois de contrair o novo coronavírus

Com a pandemia de covid-19 e o isolamento da quarentena, muitos hábitos tiveram que ser remanejados na rotina normal. Quando se contrai o vírus, a situação fica ainda mais delicada, já que a possibilidade de contágio é grande. Ir ao dentista, por exemplo, é um hábito importantíssimo para a saúde, mas que pode ser mais difícil com a pandemia do novo coronavírus. Afinal, quanto tempo depois de contrair o covid é seguro ir ao dentista? Tire suas dúvidas!

Sintomas da COVID-19 incluem tosse seca e febre

Antes de qualquer coisa, é importante saber se você ainda está com sintomas de covid-19. Os principais incluem febre, dor de cabeça, tosse seca, cansaço e fadiga. Algumas pessoas podem apresentar também dor de garganta, dor no corpo, diarreia, perda de paladar ou olfato e até mesmo conjuntivite. Os sintomas mais graves são dor no peito e falta de ar, que exigem atendimento médico.

Prazo de segurança é após 15 dias do fim dos sintomas

O mais indicado pela OMS é que se aguarde dez dias após o fim dos sintomas, mais cinco dias sem apresentar sintoma algum para que quem teve covid possa voltar ao convívio social sem contaminar ninguém. A dentista ainda ressalta que, em casos assintomáticos, o ideal é que se mantenham dez dias em casa depois da testagem positiva, ainda seguindo as orientações da OMS. Esse é o tempo mais seguro possível, principalmente para atividades que exigem a ausência de máscara, como o dentista, por exemplo, já que é obrigatório abrir a boca. É importante respeitar esse prazo para se proteger e proteger o próximo.

Mesmo depois da covid, segurança em primeiro lugar

Mesmo após ser infectado com o covid-19 e respeitado o tempo seguro de isolamento, é importante continuar mantendo as medidas preventivas de segurança para contenção do coronavírus. “É preciso aguardar a completa recuperação da doença, estar livre de sintomas para poder ser atendido”, esclarece Dra. Uila. “Além disso, ter constância na higiene pessoal (lavagem das mãos, uso de álcool 70), uso de máscara (lembrando que a máscara de tecido deve ser substituída a cada 2h de uso), manter o distanciamento social sempre que possível (manter apenas os deslocamentos necessários) são formas de evitar o risco de disseminação do vírus ou reinfecção da doença.”

Siga as recomendações do seu dentista 

Dra. Uila exemplifica que adota um protocolo de segurança próprio no consultório. “Todo paciente que comparece ao consultório para tratamento, já na recepção passa por uma entrevista sobre o seu estado de saúde. Trata-se de um questionário para a prática odontológica e, ao mesmo tempo, de prevenção da COVID-19 ao questionar sobre a presença (ou não) dos sintomas indicativos da doença, cujas respostas afirmativas merecem investigação (distinguir entre suspeita de covid-19 ou um processo alérgico, como a rinite, por exemplo). O questionário é válido para proporcionar a segurança do atendimento odontológico: avaliar a sua elegibilidade, se há possibilidade ou não de atender neste momento ou postergar”, esclarece a médica. Portanto, siga as orientações do seu dentista!

Ao apresentar qualquer sintoma, fique em casa

Se você estiver sentindo qualquer um dos sintomas do novo coronavírus, principalmente falta de ar, fique em casa! É importante manter o isolamento principalmente na presença de sintomas. Se os sintomas persistirem por mais dias ou se a falta de ar não passar, procure uma unidade de saúde mais próxima da sua casa.

Cuidados no consultório

Dra. Uila Ramos específica alguns dos cuidados que o paciente deve ter no consultório odontológico. “Na chegada do paciente, há aferição de temperatura com termômetro infravermelho, uso de álcool nas mãos (em gel ou líquido) e o paciente responde ao questionário de saúde. Havendo a possibilidade de atendimento, recebe touca, propés (que são barreiras físicas de proteção), é encaminhado para lavar as mãos, bochecho com enxaguante bucal com teor oxidativo (peróxido de hidrogênio ou povidona) e após este processo, está apto a ser atendido. Durante o atendimento odontológico, fazemos uso de sugadores de alta potência, isolamento absoluto (sempre que possível) e opção pelo uso de instrumentos manuais (quando possível e bem indicados) em lugar dos terminais de alta e baixa rotação (produzem aerossóis)”.

Se tiver dor de dente, não evite a ida ao dentista

De acordo com a cirurgiã dentista, a saúde bucal também é importante e deve ser levada a sério, mas os riscos devem ser pesados. É importante fazer a higiene bucal em casa de forma correta, para evitar danos maiores. Porém, se você apresentar dor de dente ou algum sintoma na região da boca, é preciso procurar atendimento. “As urgências odontológicas são os únicos casos em que não se posterga o tratamento: pelo risco de agravo do quadro de saúde apresentado pelo paciente, pela possibilidade de causar repercussões sistêmicas, ou ainda, pela severidade do comprometimento da saúde do paciente que cause-lhe danos maiores. Assim, ter consciência sobre os cuidados para evitar o contágio pela COVID-19 (uso de máscaras, higiene pessoal, distanciamento social) são formas de preservar a vida e enfrentar melhor a situação em que estamos passando”, finaliza Dra. Uila.

Este artigo contou com a participação de:
Uila Ramos da Silva - Cirurgiã-dentista formada pela Universidade Federal de Pernambuco e ortodontista formada pela Faculdade de Odontologia do Recife
CRO-PE 10.380


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