06.05.2016

Maternidade real: depoimentos mostram o poder transformador de ser mãe

Helen Vianna (à esquerda) com suas duas filhas, Daniella e Marcella. Desde que perderam o pai, as meninas chamam Helen de
Helen Vianna (à esquerda) com suas duas filhas, Daniella e Marcella. Desde que perderam o pai, as meninas chamam Helen de "pãe"

Hoje em dia ser mãe não é apenas aquela figura feminina dos comerciais. Vai muito além. Existe avó que assume neta como filha, mãe que é pai também, mãe de coração. São diversas as possibilidades de tornar-se mãe. E neste 8 de maio, o amor que envolve essas mulheres é celebrado com muitos sorrisos. O fato é que a maternidade transforma a vida de toda mulher de alguma forma. Como prova disso, convidamos algumas mães para contar como foi - e está sendo - essa mudança e relação com seus filhos.

As chamadas "pães"

A professora Helen Vianna, 56, é chamada de "pãe" pelas suas duas filhas, Marcella Vianna, 30, e Daniella Vianna, 22, desde que o pai delas faleceu há 18 anos. Após o nascimento de Daniella, o médico descobriu um câncer de ovário na Helen, mas que logo foi tratado. Cinco anos depois seu marido teve um infarto fulminante. "Foi de repente, ele era saudável e aconteceu. Tinha medo do câncer voltar e pensei: Ele se foi e eu tenho que ficar e ficar bem pelas minhas filhas. Não podia pensar mais nisso", revela.

A maternidade mudou duas vezes a vida de Helen: quando as meninas nasceram e quando perdeu seu marido, assumindo o papel de pai também. "A tarefa de ser pai e mãe é recompensadora, porque elas reconhecem isso. Apesar do momento de tristeza e dor, o fato trouxe muita união, costumamos falar que somos as três mosqueteiras", conta Helen afirmando que o nascimento das suas filhas só trouxe luz para a sua vida.

Mãe-avó-bisavó

A dona Anna Pereira da Silva tem 72 anos, quatro filhos, cinco netos e três bisnetos. Ela mora apenas com a sua neta Carolinne Barbosa, e diz viver em função da mesma. Assumindo mais uma vez o papel de mãe, dona Anna afirma não se arrepender e diz colher só aprendizado. "É muito diferente, antigamente eu era mais jovem e não era tão focada. Hoje trato tudo com mais serenidade, com menos ansiedade e com a cabeça no lugar", pondera com alegria o amor que diz não saber explicar.

Maternidade que empodera

Antônia fará três meses e nasceu no conforto do seu lar, em parto domiciliar. Carolina Brulher tem 26 anos e atuava como advogada antes do nascimento da sua filha, mas afirma que sua vida mudou completamente, mesmo tudo sendo ainda recente. "É um período de transformações muito profundas. Talvez a maior delas seja o deslocamento do centro de prioridades da minha vida para as necessidades do bebê".

A mudança começou na descoberta da gravidez, segundo Carolina. A advogada conta que mergulhou em um processo de conexão com o próprio corpo, e que isso foi essencial para o desfecho do parto e estabelecimento de vínculo com sua filha. Escolheu ter o menos de intervenção possível no parto, para ser natural, não furar as orelhas de Antônia e nem oferecer bico artificial, como chupeta. "Tudo isso, tenho certeza, é consequência da tomada de rédeas rumo ao protagonismo feminino que o parto promoveu em mim", finaliza.


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