13.04.2017

Qual profissional procurar em casos de bruxismo e DTM?

Você tem se queixado de muita dor nos dentes e na mandíbula por conta do bruxismo e, ao longo da semana, vem sentindo alguns traços de DTM. Para tratar de ambos os problemas você sabe qual profissional procurar?
Você tem se queixado de muita dor nos dentes e na mandíbula por conta do bruxismo e, ao longo da semana, vem sentindo alguns traços de DTM. Para tratar de ambos os problemas você sabe qual profissional procurar?

Os sintomas são evidentes: muitas dores nos dentes, na região do maxilar e em toda a face. Após fazer uma longa pesquisa sobre o assunto, você percebeu que poderia estar desenvolvendo o bruxismo ou algum problema nas articulações temporomandibulares, a famosa DTM. Procurar ajuda profissional é o mais certo neste momento, tanto para diagnóstico correto, como para plano de tratamento. Mas eis que surge a dúvida. Qual profissional é indicado nesses casos? A odontologista Rhianna Barreto diz que existe um tipo de profissional para cada situação e a importância desses segmentos.

Bruxismo: qual profissional procurar?

Para cada problema bucal existe um dentista bem capacitado a nos ajudar. Sabemos que o cirurgião-dentista consegue resolver muitos casos clínicos importantes como a extração do siso ou a restauração de um dente cariado. Porém, existem cenários bem mais complexos que precisam da atenção de um especialista, como o bruxismo. O hábito de apertar ou ranger os dentes pode causar de sensibilidade dentária a dores de cabeça e em todo o rosto.

Esse distúrbio não tem cura, mas pode ser controlado com ajuda de um especialista em disfunção temporomandibular e dor orofacial. “É a especialidade que promove e desenvolve uma base de conhecimentos científicos para a compreensão do diagnóstico e no tratamento de dores e distúrbios do sistema mastigatório, região orofacial e outras estruturas relacionadas”, esclarece a dentista.

Qual especialista consultar em um cenário de DTM?

Agora, se o seu problema for uma disfunção temporomandibular (DTM), o profissional em dor orofacial também deve ser procurado para diagnóstico e tratamento. Mas quando a doença evolui para um cenário mais grave, em que um processo cirúrgico precisa ser feito, o especialista em cirurgia e traumatologia bucomaxilofaciais deve entrar em ação. “Esse segmento tem objetivo de realizar o diagnóstico e tratamento cirúrgico de doenças, traumatismos e anomalias congênitas do aparelho mastigatório e estruturas crânio-faciais relacionadas”, completa Rhianna.

Entenda mais sobre a importância dessas áreas

Sendo assim, o diagnóstico e o tratamento da DTM e do bruxismo precisa ser feito pelo mesmo profissional. Raros são os casos em que o especialista em dor orofacial e disfunção realiza algum procedimento cirúrgico. Por isso a ajuda do cirurgião em alguns casos é necessária, o que se torna a principal diferença entre os profissionais. “É importante ressaltar que tratar a dor, o bruxismo e DTMs exige uma formação e não basta apenas conhecer os componentes físicos da doença, ou a condição que a provoca”, garante.

Com isso, Rhianna afirma que o mais importante no tratamento é saber quando e qual terapia recomendar para cada paciente. “Principalmente sabendo quando é necessário ou não indicar um procedimento cirúrgico a fim de evitar erros nos métodos terapêuticos e nos profissionais especializados”. Para garantir um resultado positivo, procure sempre um bom especialista na área.

A importância da anamnese neste caso

Faz parte de um bom atendimento identificar a dor orofacial e encaminhar o paciente à especialidade apropriada. Todo esse processo pode começar com o seu cirurgião-dentista, aquele que você costuma sempre visitar. Ele realiza a primeira anamnese, ou seja, uma espécie de bate papo que ajuda o profissional a te conhecer melhor e entender seu caso. Assim, ele pode dar um diagnóstico mais específico e indicar para alguém expert no assunto. Rhianna conta o que deve ser considerado nesta análise. “Detalhes como a principal queixa, morbidades associadas, histórico, tipo e frequência da dor, tratamentos anteriores, além de um exame clínico subjetivo e objetivo detalhados devem ser feitos”, conclui.


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