15.07.2022

Quais as cirurgias na gengiva mais comuns?

As cirurgias na gengiva mais comuns são a gengivoplastia, a gengivectomia e o enxerto gengival
As cirurgias na gengiva mais comuns são a gengivoplastia, a gengivectomia e o enxerto gengival

Alguns tipos de cirurgia na gengiva são indicados para fins estéticos e/ou até mesmo para o tratamento da sensibilidade dentária. Assim como os dentes, ela também merece atenção especial. Afinal, ter um sorriso saudável e harmonioso é o primeiro passo para fugir de problemas bucais. Além disso, se sentir confortável e seguro ao sorrir faz toda a diferença na autoestima de um indivíduo. Por isso, o ideal é não poupar esforços nos cuidados destinados a esta parte da boca!  Portanto, se você acha que é um possível candidato para intervenções na gengiva, vale agendar uma consulta com um dentista. 

A seguir, o cirurgião dentista Edson Rodrigues de Paula Neto desvenda os detalhes sobre as cirurgias na gengiva mais comuns e explica em que situações os procedimentos costumam ser necessários. Confira!

Quais são os principais tipos de cirurgia na gengiva?

O termo “cirurgia na gengiva” pode assustar — afinal, o local é conhecido por sangrar facilmente e ser naturalmente mais sensível à dor, quando comparado a outras partes da boca. No entanto, este tipo de procedimento é comum e, na maioria das vezes, considerado simples. 

Segundo o Dr. Edson Rodrigues de Paula Neto, os principais tipos de cirurgia na gengiva são: gengivoplastia, gengivectomia e enxerto gengival. “Na gengivoplastia e na gengivectomia, removemos o excesso de gengiva para aumentar a exposição dentária. Já no enxerto gengival, é feito o recobrimento de partes do dente que foram expostas, visando diminuir a quantidade de dente que a gente mostra”, descreve o profissional. 

Gengivectomia x gengivoplastia: qual é a diferença? 

As cirurgias de gengivectomia e gengivoplastia têm objetivos semelhantes, mas são indicadas em situações diferentes. A primeira consiste na remoção do excesso de gengiva em indivíduos com hipertrofia gengival. “Removemos este excesso com bisturi convencional, laser ou bisturi elétrico. Geralmente, a gengivectomia é indicada nesses pacientes que têm crescimento gengival acima do que deveriam”, relata o cirurgião dentista. 

Já a gengivoplastia é o procedimento ideal para quem busca uma cirurgia na gengiva para aumentar os dentes. “Ela é recomendada para pacientes que, muitas vezes, por razões estéticas, querem modificar o contorno gengival ou alterar a quantidade de exposição dentária. O paciente que vai colocar lente de contato ou lente de resina, por exemplo. Podemos fazer essa gengivoplastia prévia visando já uma alteração e uma melhora desse resultado, alinhando a gengiva primeiro, para, depois, alinhar os dentes”, orienta. 

Enxerto gengival: como funciona? 

O enxerto gengival é indicado para o tratamento da gengiva retraída — condição em que parte da raiz do dente é exposta, levando à sensibilidade dentária. Além de melhorar a qualidade de vida do paciente, o procedimento tem função estética, já que tende a deixar o sorriso mais harmonioso. 

Diversos motivos podem gerar a retração gengival, desde genética até bruxismo, apertamento noturno, escovação inadequada e traumas no tecido gengival. Por isso, para corrigir o problema de vez, não basta realizar o enxerto de gengiva. É importante identificar e tratar a causa corretamente.

Cuidados no pós-operatório da cirurgia gengival são essenciais para uma boa recuperação

O pós-operatório desempenha um papel fundamental no sucesso de qualquer cirurgia e, com as cirurgias na gengiva, não seria diferente. É imprescindível seguir à risca as recomendações do cirurgião-dentista para garantir uma recuperação satisfatória. Por isso, não deixe de tirar todas as suas dúvidas.

“O pós-operatório vai depender muito de como foi a técnica. Mas, normalmente, o indicado é que o paciente não realize exercícios físicos, não fique em locais quentes, não tome sol, aplique bastante gelo na área, tome todas as medicações prescritas pelo profissional e realize a higienização do local com gaze ou algodão, evitando que fique alimento acumulado”, aconselha o Dr. Edson. 

Redação: Dóris Marinho


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