17.07.2020

Bichectomia: o que é? Quem pode fazer? Um dentista pode realizar o procedimento? Entenda os prós e contras desse procedimento

Você já pensou em fazer uma bichectomia? Saiba mais sobre essa cirurgia que pode ir além da estética
Você já pensou em fazer uma bichectomia? Saiba mais sobre essa cirurgia que pode ir além da estética

Quando o assunto é procedimentos estéticos, você certamente já deve ter ouvido falar da bichectomia, certo? Conhecida por afinar o rosto, a cirurgia têm se tornado cada vez mais popular nos consultórios, principalmente entre aqueles que buscam um sorriso mais destacado com a redução das bochechas. Embora seja um procedimento bem seguro e super indicado pelos dentistas, muitas pessoas ainda possuem dúvidas sobre sua realização. Pensando nisso, o Sorrisologia preparou uma matéria com tudo que você precisa saber sobre a bichectomia. Confira!

1. O que é a bichectomia?

A bichectomia, ou lipoplastia facial como também é conhecida, é o procedimento feito para retirada parcial da “bola de bichat”, que é a gordurinha das bochechas. Por se tratar de um tecido adiposo, ele não acompanha o emagrecimento e, consequentemente, não diminui quando o paciente perde peso. A cirurgia faz com que as maçãs do rosto e a linha da mandíbula fiquem realçadas causando uma aparência estética de rosto mais fino e alongado. Estima-se que a bichectomia é capaz de afinar a espessura da face em até 70%.

1.1. A bichectomia pode ser considerada estética e funcional

Ao contrário do que a maioria das pessoas acreditam, a bichectomia não é motivada apenas por questões estéticas. Na verdade, o procedimento pode ser chamado de estético e ou funcional. No primeiro, ele costuma ocorrer quando a queixa do paciente se resume a “cara redonda” ou as bochechas volumosas. Já no segundo, o processo acontece quando o paciente tem o costume de morder a bochecha devido ao excesso de volume. Nesse caso, é comum que feridas por dentro da boca e aftas sejam os principais problemas e resultem em bastante incômodo. Para isso, a bichectomia pode ser uma grande aliada para acabar com o desconforto. 

1.2. Principais vantagens da bichectomia

Você pode até duvidar, mas é possível perceber as vantagens da bichectomia logo após a cirurgia. Além de reduzir significativamente o volume do rosto, o procedimento define as linhas da mandíbula e destaca os traços mais suaves. Outro benefício é que a remoção das bolas de Bichat dá um aspecto mais fino e alongado ao rosto, deixando-o mais simétrico. Apesar de muitas pessoas terem receio do rosto ficar flácido com o tempo, a cirurgia não tem influência negativa na flacidez de pele da face. Isso porque a gordura retirada é muito profunda em relação à pele e não é tão grande a ponto de causar flacidez. 

1.3. Em que casos a bichectomia é indicada? 

Apesar de todos os benefícios do procedimento, existem situações em que a bichectomia não é recomendada. Quem já tem as maçãs do rosto bem altas e evidenciadas, por exemplo, não é deve investir na cirurgia. Nesse caso, é necessário ser feito uma avaliação com o cirurgião-dentista ou médico capacitado para um melhor diagnóstico. Pacientes submetidos a radioterapia ou quimioterapia, com infecções locais os sistêmicas, trismo e cardiopatias severas também não devem fazer a bichectomia. Além disso, a lipoplastia facial também não pode ser realizada em menores de idade, grávidas e pacientes com dismorfia corporal.

2. Como é a feita a bichectomia?

A bichectomia é feita de forma intraoral. Ou seja: basta um simples corte na região interna da bochecha para realizar a cirurgia. Para começar, o paciente recebe anestesia local e, em seguida, é feita uma incisão, com cerca de 2 centímetros, por onde é retirado parte do corpo adiposo das bochechas com o auxílio de porta pinças. Depois da retirada dessas bolas, é feita uma sutura no local. Quanto ao período de duração, o procedimento pode levar até 40 minutos. 

2.1. Dentista pode realizar a bichectomia? 

A resposta é sim. O dentista não só possui capacidade para executar a bichectomia como também é autorizado para isso. Segundo a lei, a área de atuação da odontologia vai desde a parte acima da glândula tireóide até a raiz do cabelo, sendo a zona cirúrgica o espaço interno da boca. Sendo assim, o cirurgião-dentista é familiarizado com a região bucal desde a criação desse procedimento e é habilitado para fazê-lo.

3. Cuidados pós-operatórios da bichectomia 

Assim como qualquer outra cirurgia, a bichectomia é um procedimento delicado e, por isso, exige alguns cuidados pós-operatórios. Após passar pelo procedimento, o paciente costuma sair do consultório com a boca ainda anestesiada. Quando o efeito da medicação passa, os primeiros incômodos começam a surgir e é justamente nesse momento que as precauções devem começar. Para não bobear e garantir um bom resultado, é só conferir as dicas que o Sorrisologia separou abaixo. 

3.1. Higiene bucal é fundamental para garantir um bom resultado

Independente do tipo de procedimento cirúrgico odontológico que você tenha passado, uma coisa é certa: a atenção com a sua higiene bucal precisa ser redobrada. Afinal, todo cuidado é pouco para evitar qualquer inflamação na região. Para garantir uma boa limpeza, escovas com cerdas macias são a melhor opção. Além delas, o fio dental e o enxaguante bucal devem fazer parte da sua rotina. Lembre-se: a escova completa dos dentes é a principal maneira de evitar o acúmulo de placa bacteriana e outras bactérias que são prejudiciais a sua saúde bucal.

3.2. Atenção à alimentação

Com o início do pós-operatório, o paciente precisa estar ciente de que algumas coisas vão mudar momentaneamente no que diz respeito a sua alimentação. No caso da bichectomia, é importante evitar comidas sólidas e investir em uma dieta pastosa. Alimentos gelados também são bem-vindos para diminuir o incômodo após o procedimento.

3.3. Evite esforços e exercícios físicos 

Se você costuma praticar atividades físicas saiba que nos primeiros dias após a bichectomia será preciso evitá-las. Isso porque o paciente deve manter, no mínimo, duas semanas de repouso. Para aqueles que costumam frequentar academia ou fazer exercícios mais intensos, o período pode durar até quatro semanas. Ainda assim, é importante manter o acompanhamento médico para garantir que a volta à rotina normal só seja feita após a cicatrização completa.


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